Para
os meus netos, a quem dedico algo escrito como recordação de minha vida.
Sobre Amaridis.
ESCRITO POR EDNA DOMENICA MEROLA
(Professora da Oficina de Criação Literária do N.E.T.I./UFSC)
A virginiana Amaridis de Souza
Mello, 74 anos, escreve seus originais digitando.
Ainda bem pequena, 8 a 10 anos,
ajudava a mãe adotiva a pintar penas de aves, em casa, para uma escola de samba
Unidos do Cabuçu - RJ. Considera
gratificante lembrar que dessa forma ajudava na alimentação da família.
Estudou, trabalhou, casou, foi mãe. Mudou de cidade, do Rio de Janeiro para
Florianópolis, em janeiro 1975. Chegar a outra cidade, com a família foi como
nascer outra vez. Então resolveu ter uma ocupação, nas horas em que sua filha
estava na escola. Iniciou um curso de Estética
Facial no SENAC que durou seis meses. Após o curso, atendia algumas pessoas
que já conhecia, mas sem fins lucrativos. Logo desistiu para buscar algo mais
significativo.
Dessa busca surgiu o primeiro
trabalho voluntário na Creche Lar Recanto do Carinho que, em 1984, era uma casa
antiga, em Coqueiros, e que abrigava mais de dez crianças soropositivas. Sua
função era dar mamadeira, segurar no colo, brincar, etc. Em 1990, foi ser
voluntária no Hospital Infantil, aonde permaneceu onze anos.
Amaridis cursou vários cursos no Núcleo de Estudos da Terceira Idade
(NETI, UFSC), inclusive nossas Oficinas de Criação Literária de 2013 a 2014. Em
2015, retornou como convidada, proferiu palestra na qual fez seu depoimento e
contou a história A Boneca de Lata ‒ criada e confeccionada por ela.
Nos últimos anos, além de participar
do blog NETIATIVO em decorrência de ser aluna da Oficina de Criação Literária é voluntária e conta histórias a
crianças de dois a cinco anos, quinzenalmente, na Creche Celso Ramos, num
projeto da ACONTHIF ‒ Associação dos Contadores de Histórias de Florianópolis ‒.
da qual faz parte como membro da diretoria. Gosta muito do que faz.
Suas escolhas para leitura: Richard
Bach; J.M.Simmel; Zíbia Gaspareto; Mario Vale; Ruben Alves; Nathaniel Branden,
Jonh Poell; Carlos Drumond de Andrade, Cecília Meireles, Raul Bopp, Mário Quintana.
Sente-se à vontade, quando lê algo que toca o sentimento. Dependendo do seu
emocional gosta do que lembra a alegria...
Gosta de falar sobre amor, paixão,
criança, natureza. Gosta de ler. É introspectiva. Sente que lendo consegue
escrever melhor, mas não trabalhou esse lado cultural na escola.
Quando está no computador 'viaja'. E
procura ler e aprender coisas que lhe interessam. É quando procura o Blogspot,
lê textos dos colegas e lê os seus.
Aprendeu a ficar só e gosta desses
momentos. Sente necessidade de fazer reflexões.
Amaridis escreve narrativas em prosa
e versos. Nelas pode-se ler uma tentativa de desprendimento imbricada a um
apelo afetuoso de renovação de laços. É como se escrevesse na companhia de
alguém, já que toma a palavra para abrir um diálogo que convida a contemporizar
as relações de uma dupla (como a de avó e neto).
Seu falar é compartilhar, é querer
ser parceira... O texto de sua autoria que ela própria prefere tem por título:
É... Inverno! Um texto que fala da natureza.
Fica surpresa e muito feliz com
comentários positivos sobre sua escrita. Sente mais confiança e quer aprender
mais. Tem facilidade de falar sobre quem é.
A escrita de Amaridis (cujo apelido
é Pequena Feliz) é como ela: leve e feliz.
EDNA DOMENICA MEROLA
(Professora da Oficina de Criação Literária do N.E.T.I./UFSC)
Textos de Amaridis (Prosa)
Saudade.
09/01/2014.
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A autora à esquerda
e seu saudoso irmão ao centro da foto.
|
“Eu
preciso te falar. Te encontrar de qualquer jeito. Pra sentar e conversar. E me
levar de encontro ao vento... Te chamar e respirar o mesmo ar que te rodeia”. Quero te
encontrar no infinito.
Era
assim que eu precisava de uma família.
Só
que tudo foi diferente. Agora eu já sei: nada é como a gente quer. Deus te fez menino com responsabilidade de
adulto. Graças à tua pessoa com apenas
oito anos desenhaste o nosso caminho, sempre pensando em nunca nos separar.
Agradeço muito. Vinhas me visitar, eu lembro muito bem, só não me lembro de
tuas palavras... Eu não entendia.
Lembro
que sentávamos na varandinha, em uma cadeira sentavas e eu em outra. Escutava-te falar muito, mas não
consigo lembrar tuas palavras, eu era
muito pequena. Quando ias embora eu chorava.
Na
outra semana... E tantas outras vinhas, e lá sentávamos a conversar. O tempo continuava passando. Fui para a
escola e tu foste para um colégio Estadual de horário integral e dormias lá. As
nossas conversas demoravam a acontecer.
Cresci
um pouco, também fui para uma escola que ficava o dia inteiro, mas que voltava para casa. Tuas
visitas diminuíram. Passaste para o
Colégio Naval. Nossa mãe te deu todo apoio. Lavava roupas para te ajudar nos estudos.
Eu
estava quase terminando 'o Curso
Ginasial' e tu terminavas a Escola Naval. Lembro-me como se fosse hoje, nossa mãe feliz e eu linda e feliz fomos de táxi os três. Que dia
maravilhoso. Que festa linda foi a tua
troca de Espadim... Não esqueço.
Tua
formatura foi a primeira festa da qual participei, como também teu baile de
Formatura no Clube Naval...
Quanta
lembrança boa. Meu vestido de baile foi emprestado de uma menina que era minha
amiga e me emprestou com todo carinho.
Também
me lembro das recomendações de mãe adotiva:
‒
Olha, cuidado! Não pode estragar este lindo vestido! Nós temos que devolver
como veio... E eu nem me lembrava disso. Foi a primeira vez que eu fui a um
Baile só ao seu.
Mas
também me lembro e sofri como você... Nossa irmã não conseguiu participar de
nenhuma de suas festas.
Sabe
como é: 'cada casa é de um jeito'... Mas ela fez muita falta. E sei que guardaste esta mágoa até teus últimos
dias...
Deus
abençoe todas as falhas das nossas vidas, amado irmão. Nossas fotos estão
guardadas. Como estávamos lindos. Contentes e felizes.
Continuei
minha vida. Tu fizeste 'Volta ao Mundo' e a partir daí te tornavas uma pessoa
cheia de compromissos. Adquiriste um
apartamento. E moravas com a mãe. Sempre preocupado com todas nós. Já não podias me visitar tanto.
Sempre
que podias me telefonava.
Eu
já estava trabalhando e tu viajavas muito. Não lembro bem, mas senti tua falta
no casamento de nossa irmã... Situação lamentável.
Eu
podia viver perto da nossa irmã. Quando nosso sobrinho nasceu eu passei a
visitá-los sempre. E ficava muito
triste. Nossa irmã parecia uma Gata Borralheira... Trabalhava até tarde...
Colocando roupas na corda. Eu vinha para casa da minha mãe e minha irmã ainda
ia tomar banho. Eu achava
tudo muito estranho. Nas nossas
fotos, nossa irmã nunca estava...
Acostumei-me
a procurá-la mais. Sentia que ela era a mais carente... De amor!
Nunca
comentei com ninguém. . Nossa irmã quase não ia para a casa deles, era só na
casa daquela mãe, meu cunhado aceitava tudo.
Muito tempo depois o casal ficou mais junto com os filhos... Comigo tudo
foi diferente. Eu ia visitar quem eu
quisesse. Acho que fui e sou mais feliz.
Mas
quero dizer que ficamos muito tempo distantes. Só que nada, mas nada nos
separou. Fomos ao casamento de vocês e
logo vocês viajaram para a Alemanha. Escrevíamos sempre e mandava fotos da sua
menina dos olhos, sempre.
Estamos
ligados pelo Cordão Dourado da vida e quem sabe depois da minha morte, pois nos
encontraremos.
Quero
te dizer que cada pessoa teve um destino diferente, mas nada disso conseguiu
nos separar. Nós aqui na terra te amamos
muito. Quero dizer que mesmo sendo tudo diferente, nós conseguimos nos unir
pelo amor e grandeza do teu coração, não permitindo que a vida nos separasse.
Quero guardar este sentimento lindo.
Para
mim foste um exemplo!
‒
ALMIRANTE NOGUEIRA; NÓS TE AMAMOS MUITO. ESTÁS FAZENDO MUITA FALTA NAS NOSSAS
VIDAS.
Quinta-feira,
6 de junho de 2013.
Gavetas
do Meu Tempo.
No
final da década de trinta, nascia no interior do estado do Rio de Janeiro uma
pequena feliz. O tempo correu a passar... A passar... E em sua memória ficaram
arquivadas, nas gavetas do tempo coisas muito importantes.
Começando:
dia marcante na memória, agora, 8/11/1948, Primeira Eucaristia junto com os
alunos da Escola 6-9 Maria Braz.
O
tempo continua correndo... Em 1950, sabe quando o coração quer sair pela boca?
Então, um lindo menino despertou meu coração infantil! Mas depressa sumiu
aquela visão... Que pena. Sniff, sniff! Já estava no curso ginasial, na Escola
Bento Ribeiro... Era bem crescida, estudava muito... 1954... Este ano foi
assustador...
No
mês de agosto, precisamente no dia 24/8/1954, a coordenadora da escola chamou
todas as turmas para o pátio, todas em forma! Muito séria comentou:
-Vocês
vão sair agora e todas precisam ir direto para suas casas... O presidente da
República acaba de morrer.
Parece
que estou ouvindo agora. O dia estava feio, sem sol. O céu nublado... Eu
correndo para pegar o ônibus. Eu estudava na zona Norte e morava na zona Sul do
Rio de Janeiro. No final daquele ano, houve a primeira formatura no ginasial:
felicidade total! Esqueci-me de dizer: Nas escolas eu ganhei da caixa Escolar
todos os livros, uniforme e a passagem para poder estudar. Obrigada Senhor,
pela oportunidade.
No
ano de 1955, meu irmão mais velho formou-se Oficial da Marinha de Guerra. Eu
troquei as platinas. Estávamos lindos demais! Dançamos a valsa. Foi o segundo
baile de formatura que eu fui. Tantos sonhos. Belos dias.
Outro
fato importante que mudou minha vida, em 1956, falecia o marido da minha irmã
adotiva. A vida se transformou. Tive que trabalhar fora... Apareceu a TV em
preto e branco... Que estouro! A política fervia... Fui estudar a noite.
Nesta
época, surgiu a maior das invenções: o absorvente... Que maravilha!
Em
1957, no mês de junho, aconteceu frio, fui chamada para fazer entrevista na
empresa Rio Light S/A... Passei no concurso e trabalhei até 1968. Isto era a
felicidade.
Em
1958, fui fazer o curso de contabilidade no Colégio estadual Amaro Cavalcanti.
Lá conheci um rapaz. De seus olhos saíam estrelas... Que romântico! Neste mesmo
ano, o Brasil foi campeão do mundo... Todo mundo na rua, eu inclusive!
Também
neste ano na de 1958, aconteceu o primeiro caso de homicídio ‒ caso Aída Curi ‒
a jovem que foi jogada da sacada do 12º andar de um prédio em Copacabana, RJ.
Todos os jovens meus conhecidos ficaram pasmos... Foi horrível!
No
ano de 1960, eu votei, eu votei pela primeira vez. Eram eleições para Presidente
da República. Votei. Mas, a partir daí tudo ficou complicado.
No
ano de 1962, eu meu colega de turma, Adilson, namoramos e nos formamos juntos.
Neste mesmo ano Leila Diniz lançou a moda de expor a barriga de grávida, na
praia.
No
ano de 1966, eu e meu colega de turma e namorado... Aquele que eu via estrelas
em seus olhos... Casamos-nos. Foi a maior farra com os amigos de curso. Ainda
hoje temos amizade com dois casais com os quais estudamos juntos. Sempre que
podemos nos visitamos.
No
ano de 1970, somos pai e mãe de Leila de Souza Mello. Das três barrigas só
ficamos com ela.
Na
nossa mocidade, tivemos tantos sonhos... Educamos nossa filha. O tempo correu a
passar e com ele conflitos, problemas de saúde e muita saudade.
Sofremos
um acidente de carro: voltávamos do RJ. Já chegando, quase em Curitiba, na
Curva do Turvo, o carro não atendia, garoava, o carro desgovernou e capotou...
Adilson caiu em uma vala, ficando com uma queimadura nas costas, que lhe custou
um ano de tratamento. Leila com deslocamento na bacia. E eu: firme. Voltamos
para casa, já era quase madrugada, em uma caminhonete da ELETROSUL... Foi uma
situação bem difícil. O carro? Perdemos! Na época, só eu fiquei de carro
levando-os para os lugares. Isto aconteceu no dia 12/10/1984 ‒ Dia de Nossa
Senhora de Aparecida. Já participava como voluntária, somente, no Lar Recanto
do Carinho, uma vez por semana. Como estava com problemas de saúde devido ao
acidente, eu, ajudava com Material de limpeza. O lema de todo voluntário é: “O
primeiro voluntariado é sempre em sua casa.” Era só pedir licença. Foi o que
fiz algumas vezes.
Em
1986, Leila retirou um cálculo renal... Outro sufoco. Perdeu muitos dias de
aula, mas conseguiu terminar o segundo grau.
Em
1990, todos devem saber que todos nós temos nossos idosos. Já sem muita saúde,
o pai de Adilson, faleceu. Trouxemos sua mãe para nossa casa. Já bem cansada
também doente.
Em
1991, a mãe, avó e boa sogra teve que fazer uma cirurgia na membrana que
reveste o coração. Passou bem. Recuperou-se, dava sua caminhadinha na Avenida
Beira Mar e, eu sempre junto.
O
problema de saúde de minha sogra começou de novo. Naquela segunda vez, ela teve
um AVC bem sério: ficou paralisado todo o seu lado direito. Precisava de ajuda
para tudo. Foi mais difícil para cuidar. Este problema foi em 1992. Assim, meu
trabalho voluntário ficou um pouco de lado, participava menos.
Não
tinha tempo para mais nada. Era só correria. Eu não consegui dar conta sozinha.
Empregada! Era um festival não ficava ninguém. Uma dessas senhoras, teve o mau
caráter de usar um casaco da doente... Rodei a baiana e a mandei embora.
Já
estava entrando em exaustão, quando outra colega me ajudou, dizendo por que eu
não procurava o NETI ‒ quando minha companheira de faxina chegou eu conversei
com ela, dizendo que precisava de sua ajuda. Com isto consegui chegar ao NETI.
Fui entrevistada por uma psicóloga que quis saber por que procurei o NETI.
Respondi que eu estava me sentindo como uma panela velha!
Em
agosto de 1994, comecei o curso de Gerontologia. Gostei muito e, agradeço a
minha moça da faxina, que me deu oportunidade de ficar no NETI.
Ainda
em 1994, fazia o curso de Gerontologia, tínhamos muitas aulas... (Procurei as
apostilas, mas não as encontrei para poder nomear as matérias). Tenho certeza
de que foi muito bom, pois muitas dúvidas foram esclarecidas. Em Dezembro de
1996, tivemos a nossa formatura.
As
aulas eram sempre à tarde. Neste curso, para mim, a melhor leitura foi "As
Cartas do Caminho Sagrado" de J. M. ISMILL. ‒ Leitura Maravilhosa. Fala de
costumes da Tribo indígena da América do Norte ‒ são cartas que falam sobre o
respeito ao PAJÉ, todos os problemas eram resolvidos com todos juntos, sentados
em círculo, onde todos se viam e esperavam cada um falar no tempo determinado.
Só um falava de cada vez. É lindíssimo este livro. Infelizmente, emprestei o
livro e estou sem ele.
Em
1997, a “VÓ” faleceu.
Em
1998, participei do primeiro curso de Interações Humanas. Era um curso sobre
leituras sobre Crescimento Pessoal, autoajuda. As alunas tinham que ler cada
livro indicado e, depois, falar sobre o assunto do livro e todos faziam seus
comentários sobre o mesmo. Somente um livro ‒ Não Apresse o Rio (Barry
Stevens), que eu até hoje, não consegui entender... Achei muito difícil. As
aulas eram semanais. Período do curso era de dois semestres. Muito bom o curso.
O livro que mais gostei de ler sobre nesse curso foi: JOVEM PARA SEMPRE ‒ por
Edward Claflin.
Naquele
ano, fiz uma cirurgia no braço esquerdo... “Manguito". Mesmo assim
participava das aulas.
Em
2000, fiz o Curso de Crescimento Pessoal, outro curso maravilhoso, ali algumas
pessoas, tinham problemas mais sérios. A professora trabalhava com o grupo,
respeitando cada assunto e, juntos tínhamos cada um o seu opinião. Excelente
curso. De lá foram criados vários grupos. Foi criada CREPS – Um grupo que
organizou um 'Coral' e tem outras funções da qual não consegui participar, por
ter pouco tempo vago, mas criamos uma 'Oficina POR AMOR' que onze amigas,
trabalham na confecção de enxovalzinho para bebê. Muitas são as doações que se
recebem. Nosso trabalho a cada dia cresce mais. A responsável é nossa amiga
IVANY. Sou colaboradora.
Em
2002, fui para o NETI, fazer o curso de “Contadores de Histórias”. Curso
Espetacular. É o aconchego com os pequenos. É ver o resultado de perto... Eles
são adoráveis. Era tudo que eu precisava! Perto de crianças, não tenho medo de
falar. Não tenho vergonha de dançar. Não tenho preocupação, se errar, sabe por
quê?... Eles te ensinam com amor. É recíproco este amor! Mas, sempre que me
preparo para falar... Ainda dá aquele frio na barriga. Deste curso foi criada a
'ACONTHIF' ‒ Associação dos Contadores de Histórias de Florianópolis, da qual
faço parte até os dias de hoje.
EM
2006, fiz uma Maravilhosa Oficina de Contadores de Histórias - todo o Primeiro
sábado de cada mês. Aqueles momentos que passávamos na Igrejinha, ao lado do
NETI... Era e continua sendo MÁGICO ‒ cheio de sabedoria. Lá dentro só
acontecem encontros saudáveis cheios de amor e com muita esperança de que a
felicidade existe... Se eu pudesse estaria por lá até hoje... Que saudade!
Obrigada
a todos e todas as professoras que tive oportunidade de estar junto. Agradeço
também aos amigos e amigas que encontrei. Em 2008, deixei um curso de
patchwork, que começou na Associação dos Aposentados da ELETROSUL ‒ AAPE. Lá,
eu me distraía e bordava o enxoval para o nosso neto Pedro, que tem um irmão de
outra mãe e que eu o amo muito. Meus dois netos são a nossa alegria. Como é bom
poder levá-los à escola.
Quero
continuar aprendendo cada vez mais para incentivar meus netos a entenderem que:
‒
Tudo na vida só depende de cada um de nós... O amor é uma herança, mas é
preciso lutar, estudar e trabalhar para ser um cidadão respeitado.
Neste
ano de 2013, volto à sala de aula. Estou fazendo uma 'Oficina de Escrita
Literária' com amigas que trazem uma grande bagagem que foi trabalhada dentro
do NETI.
Tanto
o Santo, quanto o Sábio dão de si mesmo, sem esperar dádivas... São conscientes
de que na proporção em que ofertam receberão oferendas.
Obrigada
Deus, que inspirou pessoas tão inteligentes e que me deram oportunidade e
criatividade para melhorar minha autoestima, mostrando o quanto aprendi.
Se
hoje sou mais alegre e feliz, vaidosa e interessada em saber tudo o que se
passa no mundo, devo agradecer a todos que me ajudaram. E obrigada Deus, que
inspirou pessoas inteligentes que nos deu oportunidade e criatividade para que
com os últimos avanços científicos enfrentemos o envelhecer. Temos a marca do
tempo, no rosto, no corpo... Mas que ainda temos saudáveis: a nossa memória e
nosso raciocínio! Quero continuar fazendo parte desse planeta com todo o PIQUE
DE 'SENHORAS MADURAS', porém que, ainda não AMARELARAM.
Tenho
uma amiga Contadora de História que sempre cantava a música abaixo e que tem
tudo a ver com todas as idades:
‒
O CORPO QUE NÃO DANÇA NÃO BALANÇA/ A PERNA QUE NÃO ESTICA/ NÃO ALCANÇA/ MEUS
OLHOS ESTÃO QUERENDO DIZER/ PARA VOCÊ/ COMO FOI BOM ESTAR AQUI JUNTO/ COM VOCÊ.
Foi
assim que aprendi a envelhecer: "respeito e quero ser respeitada."
Muito obrigada, minha amada família... Sem vocês, meus amores, não sou ninguém!
Sábado,
15 de junho de 2013.
O
jardim do NETIATIVO.
Viajando
por tantos lugares, tive a oportunidade de desenhar meu lindo jardim.
Vivo
em uma chácara num lugar que para mim é o mais lindo do mundo: em Rancho
Queimado - Santa Catarina. É um lugar muito tranquilo. E o terreno bem comprido.
Todos
os dias, acordo bem cedo para contemplar a natureza... Sento-me em um banco
feito com tronco de árvore. Olho para o céu e agradeço por ter compartilhado
com a terra, usando uma enxada, uma pá, uma tesoura e que, juntando toda a
energia da minha mocidade, consegui plantar, cuidar, remexer, renovar a terra e
carinhosamente, molhando cada muda que ali plantei.
Em
todo lugar desta chácara está um pedaço de mim... Este é o meu jardim. Ainda me
lembro:
‒
Quantas sementes de Girassol eu semeei! Isto me faz muito feliz. E as Rosas, de
todos os tipos e cores... As Margaridas... O Amor-perfeito e até o Miosótis
surgiu naquela terra tão fértil... Gente! É muito lindo o meu jardim.
Atrás
da casa plantei um pomar com muitas frutas. Também tem uma parte com
leguminosas.
Mas
a minha grande alegria é quando vejo as pessoas que param olhando e admirando
meu terreno. As crianças, quando passam, dizem:
‒
Pai, Mãe, vejam quantos pássaros!
‒
Olha lá um beija-flor!Que lindo mãe!
E
assim passo meu tempo feliz, vendo e ouvindo a natureza bem perto de mim...
Sinto muita paz vivendo neste maravilhoso lugar e às vezes até canto assim:
‒"Moro,
onde não mora ninguém/ Onde não vive ninguém/ E lá onde eu moro que eu me sinto
bem! É lá onde eu moro que eu me sinto bem!”.
Domingo,
14 de abril de 2013.
O
Eremita.
O
Eremita é um ser humano que vive sempre em busca de alguma coisa em cada lugar
que passa. Tem desenvolvimento capaz de conhecer a caminhada daqueles que
necessitam.
É
muito discreto: percorre o mundo na procura de Paz para sua meditação, em busca
de coragem e sabedoria. É forte e muito saudável: anda com chuva, vento e com o
sol.
Gosta
de sorrir. Faz feliz aquela pessoa que recebeu seu sorriso, tirando as mágoas e
tristezas daquela que necessita, e, com certeza, o efeito é positivo.
Se
Charles Chaplin encontrasse o Eremita o saudaria com seu pensamento: ‒"Mais
do que máquinas, precisamos de humanidade. mais do que inteligência, precisamos
de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência, e, aí, tudo
será perdido".
Certa
vez, ao encontrar-se com Catarina, o Eremita profetizou:
‒
Não creio que a Lei Divina atue apenas em pequenas proporções... Sei que se
manifesta através das atitudes da vida de cada ser.
‒
Observo que o senhor é um ser quase perfeito e iluminado!‒ disse-lhe Catarina.
Enquanto
ele se afastava, Catarina pensava que ele deveria sentir-se bem vivendo em
recolhimento. Percebeu que ele era de pouco falar. Possuía muita sabedoria e
vivia só. Conseguia compreender alguns problemas pessoais, é claro, mas só
tentava ajudar quando tinha certeza do que estava fazendo. Catarina repetiu
para não esquecer:
‒
Creio que a Lei Divina atua em grandes proporções... Sei que se manifesta em
minha vida e em cada ser!
Catarina
e o Eremita.
Catarina
era uma jovem formada em jornalismo, na Universidade Federal de Santa Catarina.
Morava com a família em Balneário Camboriú. O sonho de Catarina era fazer uma
viagem fantástica. Catarina sabia que, como jornalista, era interessante ter em
seu currículo, um bom conhecimento de alguns lugares pitorescos e mais
novidades, para trabalhar. Planejou tudo. Comprou passagem. Arrumou a mala e
foi. Seu destino era conhecer Dallas. Foi para o aeroporto em São Paulo e, de lá
foram para os EUA. Trocou de avião rumo a Dallas...
Catarina
ficou dentro do avião aproximadamente 90 minutos. Tinha muita neve no avião e,
foi preciso lavar todo o avião e, esperar diminuir a neve, e ter condições de
voo.
Dentro
do avião, algumas pessoas procuravam ver e saber o que aconteceu. E, o avião
não estava cheio, assim facilitava o deslocamento destas pessoas. As poltronas
próximas de Catarina estavam vazias, e, foi quando sentou na poltrona ao lado
dela, um jovem diferente, tinha cabelos compridos e barba grande. Sua roupa,
estranha. Era uma calça esporte comum na cor caramelo e um moletom azul. Sobre
esta roupa ele usava uma manta, dos ombros até abaixo dos joelhos. Pediu
licença, guardou a mochila e ficou quieto.
Catarina,
olhando para ele, perguntou-lhe:
‒
Caro Eremita, sei que em suas peregrinações mais recentes, esteve em um lugar
fantástico, gostaria de saber qual foi o destino dessa viagem?
‒
Senhorita Catarina, meu nome é Rafael. Tenho curiosidade de conhecer este lindo
lugar. Sei que aqui bem próximo, existe um maravilhoso deserto. Lá não existe
nenhuma vegetação... Gostaria de ver se alguém consegue viver... Sabe, sou uma
pessoa que gosto de fazer descobertas... E aprendo com tudo o que vejo.
‒
Legal, Rafael. Mas, diz aí, qual imagem você interiorizou nessa viagem?
‒Catarina,
assistir este maravilhoso trabalho, feito pelo vento, desenhando este imenso
deserto de areia! Veja? Este trabalho, não parece ter sido feito pelo criador?!
‒Rafael,
sinceramente, nunca vi trabalho mais fantástico do que este... Vou tirar uma
foto!
‒
Rafael, queria saber se os sons ouvidos durante a viagem o elevaram
espiritualmente?
‒
Claro que sim, Catarina! Aquele som do vento me lembrava duma canção de ninar!
Parecia que o criador me levava junto em seu colo...
‒
E os cheiros? Despertaram algum tipo de ligação de você com o cosmos? ‒
perguntou Catarina, interessada.
‒
Sim... Era cheiro de natureza e cheiro de vida!
‒
É, Rafael, agora me responde: o que você pôde intuir durante esta viagem?
‒
Catarina, minha doce camarada, me assustei! Senti que o mundo está correndo
demais... Exigindo também demais... As pessoas não têm tempo para pensar, para
fazer uma reflexão. Isto não é saudável... Catarina, na vida todos nós
precisamos de um tempo: para trabalhar, para descansar, e para a alma ser menos
ocupada. Espero que você, Catarina, nunca se transforme em máquina. Foi muito
bom conhecê-la.
‒Obrigada,
realmente você, é uma pessoa muito especial. Até a próxima viagem Rafael.
E
assim voltaram, e cada um seguiu sua viagem de volta.
Segunda-feira,
1 de abril de 2013.
Gavetas
do Tempo.
No
final da década de trinta, nascia no interior do estado do Rio de Janeiro uma
pequena feliz. O tempo correu a passar... A passar... E em sua memória ficaram
arquivadas, nas gavetas do tempo, coisas muito importantes.
Começando:
dia marcante na memória, agora; 8/11/1948, Primeira Eucaristia junto com os
alunos da Escola 6-9 Maria Braz.
O
tempo continuou correndo... Em 1950, sabe quando o coração quer sair pela boca?
Então, um lindo menino despertou meu coração infantil! Mas depressa sumiu
aquela visão... Que pena. Sniff, sniff!
Já
estudava no curso ginasial, na Escola Bento Ribeiro... Era bem crescida,
estudava muito... 1954... Este ano foi assustador... No mês de agosto,
precisamente no dia 24/8/1954, a coordenadora da escola chamou todas as turmas
para o pátio, todas em forma! Muito séria comentou:
‒
Vocês vão sair agora e todas precisam ir direto para suas casas... O presidente
da República acaba de morrer.
Parece
que a estou ouvindo agora. O dia estava feio, sem sol. O céu nublado... Eu
correndo para pegar o ônibus. Eu estudava na zona Norte e morava na zona Sul do
Rio de Janeiro. No final daquele ano, houve a primeira formatura no ginasial:
felicidade total!
No
ano de 1955, meu irmão mais velho formou-se Oficial da Marinha de Guerra. Eu
troquei as platinas. Estávamos lindos demais! Dançamos a valsa. Foi o segundo
baile de formatura que eu fui. Tantos sonhos. Belos dias...
Outro
fato importante que mudou minha vida: em 1956, falecia o marido de minha irmã
adotiva. A vida se transformou. Tive que trabalhar fora... Apareceu A TV em
preto e branco... Que estouro! A política já fervia... Fui estudar a noite.
Nesta
época, surgiu a maior das invenções: o absorvente... Que maravilha!
Em
1957, no mês de junho frio, fui chamada para fazer entrevista na empresa Rio
Light S/A... Passei no concurso e trabalhei até1968. Isto era a felicidade...
Em
1958, fui fazer o curso de contabilidade no Colégio Estadual Amaro Cavalcanti.
Lá conheci um rapaz, De seus olhos saiam estrelas... Que romântico! Neste mesmo
ano, o Brasil foi campeão do mundo... Demais! Todo mundo na rua, eu inclusive!
Também
neste ano de 1958, aconteceu o primeiro caso de homicídio: ‒ caso Aida Cores ‒
a jovem que foi jogada da sacada do 12º andar de um prédio, em Copacabana, RJ.
Todos os jovens meus conhecidos ficaram pasmos... Foi horrível!
No
ano de 1960, eu votei pela primeira vez. Eram eleições para Presidente da
República. Votei. Mas, a partir daí tudo ficou complicado.
No
ano de 1962, eu e meu colega de turma, Adilson, namoramos e nos formamos
juntos. Neste mesmo ano Leila Diniz lançou a moda de expor a barriga de grávida
na praia.
No
ano de 1966, eu e meu colega de turma e namorado aquele que eu via estrelas em
seus olhos nos casamos. Foi a maior farra com amigos de curso. Ainda hoje temos
amizade com dois casais com os quais estamos juntos, sempre que podemos.
No
ano de 1970, somos pai e mãe de Leila de Souza Mello. Das três barrigas só
ficamos com ela. E muitos anos depois Leila nos um deu um maravilhoso neto. No
início de 2008, chegou o Pedro que tem um irmão com outra mãe e que eu amo
muito.
Consegui
descrever o que foi importante para mim... As paradas de política, eu não
gosto. Levo a vida da melhor maneira que posso. Não vejo, não escuto e não
falo.
Quarta-feira,
22 de maio de 2013.
Descrição
de colegas do N.E.T.I.
Valda
- Uma linda História de Vida
Valda,
Enfermeira do Hospital Universitário em Florianópolis. Trabalhou, vendo os
doentes com todos os sofrimentos. Ajudava-os, sempre atendendo todos com o
mesmo carinho. Era muito cuidadosa com as pessoas. Casou, teve sua família,
lutou corajosamente, e, venceu todas as dificuldades da vida.
Chegou
o tempo de sua aposentadoria... Seu tempo ocupado diminuiu, então, ela foi
procurar no NETI, novas opções para aproveitar seu tempo, com outro tipo de
trabalho. Dividiu com outras pessoas, trabalhando seus medos e conseguiu vencer.
Encontrou boas amizades. Aprendeu muito. Viajou a trabalho com o NETI.
Vive
um dia de cada vez. É uma senhora linda, calma, transparente. Cantando ela diz
"ando devagar, porque já tive pressa".
E
cheia de sonhos realizados continua dizendo que quer muito mais da vida!
Esta
é a Valda, que quis vencer mostrando a sua família o quanto é capaz! E, seus
filhos, hoje, dizem de pé “valeu mãe”!
A
você, Valda, um carinhoso beijo da Amaridis.
Léa
- Outra Guerreira
Léa
Palmira e Silva, natural de Florianópolis, Virginiana. Auxiliar de enfermagem.
No
momento de sua narrativa, usava seu Avental de Contadora de Histórias da turma
do NETI. É também Contadora de Histórias e Secretária da ACONTHIF (Associação
dos Contadores de Histórias de Florianópolis), projeto realizado com o curso de
Contadores de História no NETI com a Professora Eloá Calliari Vall.
Os
olhos da amiga Léa brilhavam, enquanto falava cheia de amor de sua Guerreira e
seu exemplo, sua amada mãe. Muito feliz disse que ela foi o presente de
aniversário para o seu pai.
Sua
estrada da Vida foi bem realizada. Foi transferida para Joinville, pois, seu
esposo foi trabalhar lá. Viveram trinta anos de trabalho por lá. Voltaram para
Florianópolis. Léa é muito orgulhosa de ter uma vida intensa junto com sua
família. É avó de três maravilhosos netos.
Viva
Léa que agradece todo o tempo! Viva a Léa que sorri o tempo todo! Viva a Léa
que toca flauta! Viva a Léa que deu um 'nó' no Enforcado (Vide texto
Personagens Arcanos, postado em abril de 2013, neste blog, no qual Léa Palmira
sob as roupagens do personagem narrador O Enforcado escreve Carta ao Tio
Tarô.). Parabéns amiga! Um beijo da Amaridis.
Giovana
- Uma Linda Mulher!
Voce
é linda demais! Quando olho para você tenho vontade de cantar assim: “Yolanda!
Yolanda! Eternamente Yolanda!”.
Lembro-me
de você contando sua história de vida, ao som de um t a n g o! Foi demais,
Giovana.
E
também me lembro de você, na nossa frente, nos ensinando os difíceis passos do
tango - e nós querendo aprender! Como foi bom o encontro e ouvir o seu conto,
Giovana!
Obrigada
amiga. Amamos-te. Um beijo, da Amaridis.
Sábado,
12 de setembro de 2013.
Agradecendo
à Vida!
De
olhos fechados e, pleno silêncio; todos viajamos, e cada pessoa seguiu o seu
caminho.
Era
um lindo dia, a brisa que me envolvia era suave, feita com muita tranquilidade
e esperança... Eu ia me encontrar com a natureza.
Surpreendi-me,
e de repente, meu pensamento, me levou a lembrar de um filme, que passava sobre
a minha vida. Era eu! Bem pequena, sentia frio... Como quem procurava alguma
coisa. Aquele frio era falta de um chão firme, chão com segurança, chão de
família e de amor! Distraí-me um pouco vendo a natureza, mas logo lembrei que
precisava era de uma família. Imediatamente vi alguém que vinha e me dava a
mão. Segurava firme a minha mão.
Juntei-me
àquela família. Ali, junto das três pessoas, eu tinha todo amor que precisava.
A vida me deu razões para bem viver. Não havia riqueza, mais me senti feliz,
por ter encontrado pessoas que quiseram me dar oportunidades e, amor.
Sentia
alegria junto delas e, que molhavam meu coração com carinho e afeição. Naquela
casa, tudo irradiava paz, tranquilidade, vida muito simples. Cheirava como a
terra... Ensinaram-me ir ao quintal e,
puxar entre as grandes folhas rasteiras bonitas abóboras para a nossa refeição.
Assim
eu cresci. Não tinha brinquedos. Minha mãe, como eu a chamava, fez para mim a
boneca recheada, para dar a forma, com meias de seda de senhoras, já usadas.
Este foi o brinquedo, que puderam me dar. Até os dias atuais, lembro aquela
família amada, que um dia me aceitou como outra filha amada.
Para
mim, aquela família é como Meu Doce Favorito – o meu bombom Sonho de Valsa – que me deu teto, calor
humano, bons exemplos e principalmente vontade de continuar a viver. Tive a
oportunidade de fazer uma família com direito até de ser avó! Obrigada, meu
Deus, muito obrigada.
Segunda-feira,
24 de março de 2014.
"A
maior esperança da vida é a árvore".
Parto
de uma definição indígena que considera a árvore como "Pé Fincado",
ou seja, o Ser Humano em seus atributos: força, segurança e reprodução.
Essa
máxima indígena nos revela que a natureza é forte e valente. Mesmo sofrendo
todas as intempéries do tempo, ela aceita desafios. É corajosa.
Coragem
é ter a ousadia para tentar transformar coisas difíceis em verdadeiras
maravilhas. É ter forças para não fazer
simplesmente o que o outro quer que faça. É ser fiel às próprias ideias... É
seguir seus próprios impulsos, mesmo parecendo ou tolo. É a audácia em
demonstrar seus sentimentos aos amigos e ser expansivo. Às vezes é preciso
muita coragem para ser covarde, isto é, quando tentamos fazer algo, acreditando
que não é certo. Devemos ter coragem ao nos aproximarmos de uma criança sem
amigos e dizer:
–
Olá, como vai você? Quer brincar comigo?
Devemos
elogiar uma criança, um adulto ou quem quer que seja... Às vezes é importante
para superar algumas dificuldades e até mesmo para incentivar. Ter coragem é
ajudar.
Não
existe àquele, que frente a algo novo, não sinta seu coração bater em
descompasso... Resolver problemas difíceis exige olhar nos olhos do outro e
dizer:
–
Eu confio em você e você deve confiar em mim...
Diante
de tantos desentendimentos que o mundo está nos mostrando, chegamos à conclusão
seguinte: não importa a estação em que vivemos, cada dia, ao acordarmos, o
nosso momento pode alcançar as quatro estações em um mesmo momento... Basta
observar as atitudes atuais.
Para
nosso socorro, não devemos desprezar nosso sorriso, pois ele nos traz a alegria
de viver como o verão.
As
dificuldades nos dão tristezas, deixando-nos em um inverno tenebroso.
Nossos
pesadelos são o outono de cada um na esperança de melhorar.
Mas
para o bem de todos chega a primavera distribuindo o pólen da esperança e da
fartura que irá destruir todos os obstáculos que trazem as mágoas da vida.
O
importante é saber superar todas as fases do tempo.
Domingo,
30 de março de 2014.
Um
Super-herói na Praia do Matadeiro.
Nesta
linda e tranquila cidade, conseguimos tempo para viver intensamente... E, de
olhos fechados, porém, bem acordada, veio um pensamento cheio de doces
palavras. Vivi momentos importantes e cheios de uma fantástica ilusão. Preciso
mostrar um caso com grande paixão.
Era
verão, o sol escaldante. Resolvi sair sem destino... De repente uma ligação no
celular. Eram amigas me chamando para irmos à praia. Como o trânsito rumo às
praias do leste, é intenso, fomos até a praia do Matadeiro, no sul da ilha.
Fiquei
só. As amigas foram caminhar. Distraí-me com o som do mar e, vendo a natureza
senti saudade. Sem perceber, um lindo menino me observava... Ele estava com uma
capa e uma espada na mão, disfarçadamente olhei e perguntei:
–
Olá! Como você se chama?
–
Eu sou um Super-herói, não está vendo?
Sorri
e começamos a conversar, o meu herói é o Batman? Ele fez que sim.
E
lhe perguntei:
–
Como vamos brincar de herói em uma praia?
–
É muito fácil, é só ver o que vou fazer. Tirou a capa, deixou na areia com a
espada, e pegou minha mão, dizendo:
–
Quero te ensinar a nadar, venha!
–
Anda, não precisa ter medo, olha como sou forte, pegou a prancha e, arrastando
fomos... Lá do outro lado seus pais nos olhavam. E o menino que me olhava
dizia:
–
É preciso prestar atenção, o mar é forte e agitado. Suas ondas muito altas e é
preciso ter coragem e furar a onda...
E
a prancha ali pertinho.
–
Sabe amiga, se você não cuidar a onda te leva, também não é bom virar de costas
para o mar, sabe, ele pensa que você não gosta dele e te dá um susto...
Meu
herói é lindo. É forte. Eu já o conheço há muito tempo. É saudável e feliz.
Parece ter mais idade: seu desenvolvimento é avançado devido às muitas
informações desse tempo moderno. Ainda bem pequeno, meu herói já conhecia todas
as bandeiras de países que jogam Futebol.
E,
neste mesmo dia, meu super herói muito feliz me mostrou que sabia surfar! É
claro que surfou no raso!
Felizes
e bem cansados eu, ele e seus pais voltamos felizes com tudo o que vivemos
naqueles momentos.
Quarta-feira,
11 de junho de 2014.
Um
grande Apelo.
Era
inverno. Tudo aconteceu na Cidade do Rio de Janeiro. Márcio nasceu no dia vinte
e dois de novembro do ano de um mil novecentos e cinquenta e sete. Era bem
forte e cheio de saúde. E também muito arteiro. Gostava muito de sair com sua
tia Ana Maria que era muito tranquila e paciente, mas também era uma menina:
tinha apenas doze anos.
Na
casa dessa família que residia no bairro do Leblon, na zona sul da cidade,
todos se preparavam para a festa de formatura de Uru, mãe de Márcio, e irmã de
Ana Maria.
Uru
se formaria em Jornalismo, no sábado, dia trinta de junho do ano de mil
novecentos e sessenta.
Uru
pediu a sua irmã Ana Maria que fosse buscar seu traje de formatura, na
costureira. A casa era próxima de onde moravam. Márcio chorava, pedindo que
queria ir com a tia. E sua mãe permitiu. Mas disse que tivesse cuidado,
segurando bem sua mão.
Os
dois saíram bem felizes, brincando pelo caminho. Logo chegaram.
A
costureira morava em um prédio pequeno de dois andares.
Subiram
as escadas e Ana Maria soltou a mão do pequeno para apertar a campainha. Quando
abriram a porta... Saiu o cachorro, e o menino levou aquele susto e correu; o
hall de entrada do apartamento era estreito... E o menino rolou escada abaixo.
O
desespero da tia do menino foi tão grande, que ela gritou muito alto e,
tentando segurá-lo, não conseguiu. Seu coração batia forte. Suas pernas
pareciam estar presas e, sem saber como fazer, pois, ainda era pequena para ter
reflexos rápidos e sem saber como fazer... Foi quando se lembrou de evocar por
uma salvação a sua madrinha de Consagração, Nossa Senhora das Graças.
No
final da escada, outra porta se abriu e, uma senhora bondosa ajudou as duas
crianças. Trêmula de medo, contou o que aconteceu. O menino caído; a senhora
foi buscar a costura na vizinha e Márcio voltou no colo da tia. Em casa, houve
um pequeno desentendimento com um movimento hostil na casa de Uru. Mas trataram
de levar o pequeno no Hospital Miguel Couto que ficava perto de onde moravam.
Milagrosamente, o menino nada sofreu.
Nenhuma
fratura, muito menos um arranhão. Na noite de sábado, tudo já estava calmo e
todos foram à formatura de Uru, mãe de Márcio. Como foi linda aquela festa!
Alguns
anos mais tarde Márcio também se formou em Engenharia Elétrica. Casou-se com
uma linda jovem, tiveram uma filha a quem deram o nome de Maria das Graças.
Durante
todo esse tempo, Márcio com sua família não deixaram Uru, hoje, com noventa e
dois anos e nem sua titia Ana Maria com seus sessenta e cinco anos.
Até
os dias atuais eles continuam seguindo com coragem e muita fé, sempre pedindo
muita luz para conduzir a vida nesse mundo, hoje, tão cheio de imperfeições.
Segunda-feira,
16 de junho de 2014.
Uma
festa de Lágrimas.
“Oh!
Minas Gerais, Oh! Minas Gerais, quem te conhece não esquece jamais. Oh! Minas
Gerais.”
Morar
naquela cidade era bom demais. Era pensar seriamente na vida. Era amar e ser
amado com orgulho e muito respeito, dizia Lauro, o filho mais velho de uma
família de classe média.
Lauro
e seu irmão Mauro eram muito unidos e, estudiosos. Foram educados com limites e
muita religiosidade.
Mauro,
apesar de ser o irmão mais novo, já era pai de uma linda menina. Formado em
Direito.
Lauro,
muito disciplinado, formou-se em Economia e sonhava em ter um bom emprego.
Assim sendo, fez vários concursos e conseguiu o que queria: foi selecionado
para ocupar um cargo muito importante em uma grande empresa.
Passou
o tempo e, um dia casualmente encontrou a mulher de sua vida e, pasme, a
recíproca foi verdadeira. Como um bom executivo, o rapaz viajava muito,
representado a empresa. E foi em uma dessas viagens que ele encontrou Marta.
Foi
um namoro rápido. Talvez, o tempo necessário para se conhecerem e movimentarem
os papéis para o casamento.
As
duas famílias estavam felizes com aquele relacionamento. Marcaram a data e
começaram os preparativos para a grande data.
Eles
tinham familiares e amizades em outras cidades.
Reservaram
um pequeno Hotel em Araxá-MG - onde seria a festa de casamento e apartamentos
onde iriam pernoitar os convidados. Um luxo!
Chegou
o grande dia!
Na
igreja, considerada uma capela, quase só cabiam os noivos e os padrinhos, o
visual paradisíaco... Todos bem vestidos.
O
anoitecer no outono é sensacional... E aquele dia não poderia ser diferente.
Os
noivos assinaram os papéis com seus dezoito padrinhos e saíram ao encontro da
alegria.
O
salão decorado com muito estilo, a iluminação, as pessoas, o serviço, tudo
fechava com o maravilhoso recurso da empresa contratada.
Fotos
intermináveis.
Foi
servido o jantar... Sem comentários! Refinadíssimo. Todo o tempo ao som de
Violinos. Maravilhoso!
Começou
o grande baile. Ninguém se preocupava com horário, pois a pousada estava
garantida. Hora de:
“Viver,
sem ter vergonha de Ser Feliz!”... Rolava a festa.
De
repente, um pequeno tumulto, junto um grande boato!
As
poucas pessoas que estavam sentadas próximo à saída do salão, sentiram-se
desprotegidas, pois o salão foi invadido por pessoas sem respeito...
Procuraram
o Segurança e não encontraram. Os malfeitores foram estragando a alegria
daquela noite ímpar!
Correria...
Seis pessoas encurralaram quase quatrocentas pessoas felizes, tiraram joias,
jogavam copos e bebidas no chão, gritavam. Dois estavam encapuzados... Pânico
total! Valentia, maldade, terror!
Outros
dois diziam:
–
Anda! Vai naquela mesa...
Silêncio
absolutos, só eles agiam... E chegaram onde estavam os pais dos noivos.
Mauro
aguardava o momento certo para resolver a situação. Houve uma reação diferente
entre os marginais.
E
foi neste desespero dos caras, que Mauro, sutilmente, sem um movimento sequer,
ele apertou seu celular que fica preparado em lugar estratégico em seu corpo e
deixou que escutassem o que estava acontecendo.
Imediatamente,
chegava uma tropa de policiais entrando pelo salão, os malfeitores, começaram a
atirar com os pais do casal na mira da arma... Parecia um filme de terror!
A
noiva triste chorava, vendo toda aquela alegria transformada em dor e suspense.
Graças
à coragem e a atitude delicada e fria de Mauro (pois seus pais e os demais
convidados estavam em perigo) foi abençoada. Na hora certa aquele advogado
salvou quase todos que, provavelmente, iriam acabar em muito sangue.
Mauro
que tem muito conhecimento com policiais ficou sabendo que eles foram ali só
para provocar aquele alarido.
Algum
tempo depois, Lauro recordou aquele acontecimento e fez o seguinte registro:
–
Acredito que naquele momento Deus jogou seu manto sobre aquele local, acalmando
a todos que pacientemente viveram aqueles doze minutos de fúria e rebeldia,
permitindo assim, um final de festa sem maiores consequências.
No
entanto, ficou registrado na lembrança o término da festa que só tinha
começado.
Setembro
de 2014.
Calçada
da Fama.
A
grande maioria dos jovens das décadas de cinquenta e sessenta do século vinte,
eram mais dedicados aos estudos.
Há
quem diga que aquele foi o melhor tempo que viveram. Em uma Escola Estadual foi
destacada como melhor aluna uma de nome Dulce. De fato, era muito estudiosa,
suas notas em sua caderneta só tinham nota "dez"! Ela gostava de
ajudar suas colegas que não entendiam a 'saudosa' matemática, que sufoco era
passar nesta matéria...
Esta
jovem formou-se no Curso Ginasial da Escola Bento Ribeiro. Neste mesmo ano,
Dulce fez concurso para cursar no Instituto de Educação no RJ, e passou
formando-se em Professora primária aos dezoito anos.
Sempre
foi uma excelente professora. Nesta época não havia greves. Todos tinham
deveres a cumprir. Alguns anos depois se tornou Diretora em outra escola
Publica. Todos eram muito respeitados.
Casou-se,
foi mãe de quatro filhos e sempre levou seu trabalho a sério. Esta professora
aposentou-se em 1998 e veio morar em Florianópolis, pois um dos filhos já
estava morando nessa cidade. Seu filho – André Fidalgo – é dono de uma pequena
empresa de Eventos.
No
meio de tantas notícias assustadoras, que trazem em nossos jornais,
surpreendentemente uma grande notícia: no encarte "Variedades" do
Diário Catarinense, sobressaiu o assunto "Primeiro Encontro Cultural"
em Florianópolis. Dias treze e catorze de abril de 2014, às vinte horas, no
Centro de Eventos.
As
pessoas daqui são muito participativas. Chegaram e, o local já estava todo
ocupado. O assunto atraiu muito e a todos.
Foram
citados nomes de quatro famosos da Arte: Ator, Autor, Compositor e Crítico
Teatral.
Houve
um pequeno debate... Mas todos eram bem conhecidos e muito reconhecidos. E
concluíram com muito orgulho que o escolhido seria ' "O Talentoso"...
Adivinhe quem souber! Passamos a mencionar um pequeno detalhe:
–
Aos sete anos de idade, aquele menino simples e bem franzino já era um grande
talento... Já estava escrito nas estrelas que ele teria um grande futuro.
Viajava para Paris que seria premiado... Mas sofreu um infarto fulminante.
Lembrou-se
dele? (Foi Grande Otelo o talentoso homenageado.).
Após
este maravilhoso encontro, foi servido um verdadeiro banquete aos presentes.
Foi uma noite estrelada. E o jovem André Fidalgo, fez questão de apresentar a
sua querida mãe, Dulce, falou do seu orgulho por ela e, que atualmente ainda
faz trabalhos voluntários com pessoas especiais.
Temos
certeza, que esta foi uma noite que encheu de orgulho e alegria a todos que lá
estiveram.
Outubro
de 2014.
Anos
Dourados.
Lá
no século passado, nas décadas dos anos 50 e 60, os jovens eram motivados a
estudar. Dizem as pessoas que viviam bem. Quase todos viviam de seus salários,
mas eram mais felizes. Todas as pessoas eram bem ligadas e se respeitavam. As
crianças brincavam todas juntas. Não havia distinção entre raça e cor; também
não se falava em condição social.
Naquela
época as escolas eram em grande maioria chamadas como: - Escolas de primeiro
nível, conhecidas por Escolas Públicas da Prefeitura - Escolas Estaduais, as
Escolas que tinham o curso Ginasial -primeira à quarta série. Tinham outras
escolas que eram pagas.
As
crianças iam á escola somente aos sete anos de idade para começar o curso
primário em Escolas Públicas.
O
nível escolar era o mesmo de qualquer outra escola. Não havia distinção entre
cor e condições financeiras. Ao chegar à escola, todos formavam filas (masc. -
fem.), para cantar o Hino Nacional em posição solene e hasteavam a bandeira
Brasileira. Isto acontecia todos os dias e em todos os turnos de aula, havia
escolas com até três turnos. Os alunos do turno da manhã tomavam; um dia sopa e
no outro macarrão, era em dias alternados e, não saiam da sala, só para irem ao
banheiro ou beber água. Ninguém reclamava! As professoras eram ótimas, nunca
faziam greves, e seus alunos respeitavam sempre as professoras. Muito
interessante, era o respeito que havia quando chegava a Diretora da Escola ou
uma visita; todos os alunos levantavam sem fazer um barulho sequer.
No
final da aula, todos levantavam educadamente e, saiam sem fazer barulho.
Naquela época, a educação tinha que ter limites.
Caso
o aluno faltasse, o responsável ia até a escola com o cartão do posto de saúde.
A professora enviava dever de casa.
Quando
os alunos terminavam o primário, faziam o curso admissão. Este curso era como
um preparatório para prestar prova de classificação para cursar o Ginasial em
outra escola. Era tudo que os alunos queriam: estudar e passar para a Escola
Estadual. Neste percurso, as famílias dos alunos com menos poder aquisitivo
levavam documentos que comprovavam a necessidade e o aluno ganhava todo o
material escolar, inclusive o uniforme.
Os
professores davam suas aulas com vontade de ver seus alunos interessados.
Diretores,
Coordenadores, Inspetores de classe, todos conheciam seus alunos. A integração
e o respeito predominavam.
Não
havia Escolas Estaduais mistas. Eram escolas separadas, mas às vezes os jovens,
iam esperar suas amigas na escola feminina... E a Diretora os fazia correr.
Foi
assim o tempo escolar da grande maioria dos alunos daquela época. No final de
curso Ginasial, a escola fazia a colação do primeiro grau. E as turmas,
juntavam-se para fazer a missa e o baile de 'Gala'.
Como
se vê toda aquela geração foi feliz. Dançavam, namoravam, estudavam. E a
Televisão e a Geladeira, ainda não existiam. Dizem que são da melhor de todas
as gerações, que chamam orgulhosamente anos dourados.
Parabéns
galera do século passado! Mas não esqueçam que os tempos mudaram... E muito!
Tirando
o Chapéu.
Quando
lemos jornais, certamente, ficamos sempre melhor informados. E no encarte
Variedades do Diário Catarinense, sobressaiu a seguinte notícia: – Primeiro
Encontro Cultural em Florianópolis.
Procuramos
informações e, curiosamente fomos participar daquele encontro no Centro de
Eventos em Florianópolis, dias treze e catorze de abril de 2014 às 20 horas. O
local estava lotado. Público selecionado.
Tratava-se
de um assunto de peso; foram citados quatro nomes de: Ator – Autor – Compositor
– e Crítico Teatral. Todos bem conhecidos e bem reconhecidos pelo público. Cada
um mostrou seu trabalho. Houve um pequeno debate e, o palestrante que conduzia
os trabalhos colocou em votação qual seria o assunto escolhido. Por unanimidade
foi escolhido o Ator. Vamos conhecer um pouco do ator selecionado.
Aos
sete anos de idade, aquele menino simples e bem franzino, já era um grande
artista. Bem levado por natureza e, com certeza, já estava escrito nas
estrelas... Ele terá um excelente futuro. Vejam o que foi descoberto... Além de
ator foi cantor - autor e cineasta, quanta grandeza!
Filho
de família simples e bem complicada. Perdeu seus pais bem cedo. Foi adotado e
só estudou até a terceira série do curso Ginasial. Mas era muito interessado em
ser artista. Estava sempre de bom humor e muito educado. Sentia-se bem vendo as
pessoas felizes, seu olhar era de extrema bondade.
Apesar
da sua pouca estatura, onde se apresentava trazia ao palco sempre um bom
divertimento: era mágico aquele seu momento.
Respeitava
todos os seus superiores, atendia todos os pedidos e, todo trabalho que fazia
era sempre com sucesso.
Com
tantas qualidades, cada vez mais se multiplicavam as oportunidades de trabalho.
Cantava. Trabalhou em várias novelas, e, em filmes brasileiros. Nunca
demonstrava que tinha problemas... E como tinha! Foi reconhecido pelo público
infantil.
Este
talentoso ator, respeitado por todos, deixou grande marca do seu sucesso na
Rádio, na Televisão no Teatro e no Cinema. Viajando para Paris, onde iria
receber um prêmio, sofreu um infarto fulminante.
Temos
certeza de que onde estiver, certamente, estará fazendo a felicidade para
outros merecedores de sua Arte!
Domingo,
9 de novembro de 2014.
Sempre
Elis.
"Se
você pretende saber quem eu sou, eu posso lhe dizer!...”.
Sou
do tempo do programa "Jovem Guarda" e também dos "anos
Dourados".
“Mas,
não quero lhe falar do meu grande Amor e nem quero lhe contar das coisas que
vivi”. Vou falar do melhor que vivi quando ouvi pela primeira vez a grande cantora
Elis Regina Carvalho Costa, que nasceu em Porto Alegre – RS– no dia dezoito de
março no ano de mil novecentos e quarenta e cinco. Filha de Ercy Carvalho e
Romeu Costa.
Foi a cantora mais conhecida por sua admirável
presença no palco. Sua voz dava prazer ao ouvir sempre contente. Feliz, não
sei, mas parecia ser muito forte e corajosa. Gravou muitas músicas fortes e seu
talento sempre invejável.
Toda
a música que cantava fazia ficar mais bonita, devido a sua interpretação
fantástica, dando mais vida.
Eu
ouvia o Programa do Guri quando apareceu Roberto Carlos como 'calouro' e é meu
ídolo. Belos tempos, belos dias.
Acompanhei todos os Festivais da música popular Brasileira. Na época, eu estava
recém-casada, quando a música ' Arrastão' foi campeã.
Naquele tempo eu desenhava meu horizonte “no
infinito azul do mar”, trabalhava e sonhava muito. Enquanto isso, a cantora mais popular do
Brasil casava-se com o Ronaldo Bôscoli e continuava fazendo sucesso. Mas eu
acredito que a vida dos artistas famosos é muito atribulada. Muitas viagens.
Shows. Muito sucesso. Todo esse esforço cansativo faz com que o
artista sinta necessidade de descansar. Dormir para se fortalecer, se alimentar
para aguentar a parada. Só que o sucesso
não pode esperar. Vem o stress que faz
com que procure forças para continuar... Sua vida foi intensa e se acabou
precocemente.
“Na
parede da memória esta lembrança... É o quadro que mais dói! Nossa dor é
perceber que” você não está mais junto de nós, seus fãs. Mas está talvez, melhor que nós... Cantando
para o Pai Eterno. Você merece!
Domingo,
23 de novembro de 2014.
Preciso
falar com Deus.
"Se
eu quiser falar com Deus"... Em primeiro lugar, tenho que ser Eu mesma!
Simples como sou. Alegre e sempre de bom
humor, pois este foi o melhor medicamento que recebi ao chegar aqui neste
Planeta "Azul da cor do Mar!”.
"Tenho que encontrar a Paz"... Mesmo
nestes tempos: modernos, confusos... Onde acontecem alguns fatos que me causam
tristezas.
"Tenho que calar a voz"... Quando me
fazem sentir como um grão de areia neste imenso mar sem fim...
'Tenho que aceitar a dor'... Por não ter
sabedoria para mostrar ao mundo que é preciso ajudar melhorar o temperamento
das pessoas, aumentando, assim, o entendimento através da religião, fazendo-as
acreditar mais.
'Apesar de um mal tamanho quero alegrar meu
coração' justificando que as mudanças climáticas estão provocando situações
desagradáveis ao nosso Planeta... Que era tão lindo e agora está
'AGONIZANDO'. Precisamos de ar, sol e
chuva em equilíbrio.
Quero
um mundo mais saudável e hospitaleiro para o futuro de nossas crianças... Estas
serão a continuação do Progresso.
'Só
assim não me sentirei tão só'... Mudar será a solução!
Acredito
e respeito o comportamento dos meus semelhantes. Cada pessoa age como sua
maneira de ser. O importante é saber
honrar nossas atitudes para no futuro não haver tantos desastres ecológicos.
Gostaria
que todos entendessem que 'Humildade' não significa Fraqueza... É também ser
sincero e verdadeiro. Como também
'Simplicidade' é ser capaz de ajudar resolver as dificuldades juntos como
irmãos para erguer um novo e saudável Planeta.
Sábado,
20 de junho de 2015.
As
Férias se Aproximam.
Falaram
no Jornal do Almoço, que, em pleno mês de junho, iria ter o veranico...
‒
Veranico? O que é isso?‒ perguntou Pedro. Pois nunca havia escutado tal
palavra.
‒
Ora mano, deixa de ser "lélé”... ‒ retrucou seu irmão Léo, zombeteiro. Veranico,
é... É... É... Costuma ser sempre no mês de maio. É quando chega aquele solzinho
do outono. Entendeu?
Pedro,
cantarolando disse:
‒
Ah! Já sei. Sabe de uma coisa? Você quer dizer: “Cada macaco no seu
galho".
A
conversa não parou por aí.
‒
Quer dizer que as férias estão chegando, e a vontade de viajar é grande. E logo
começaram a fazer planos.
‒
Eu quero ir à Disney. Vamos mano?
‒
Não. Eu não quero viajar pra longe... É muito caro.
‒
Mas, eu quero. Você já é grande, e eu não sou grande, quero brincar. E rolou.
‒
Lé com lé... Cré com cré. Um sapato em cada pé.
Continuaram
a discussão. Mas quando viram o pai acalmaram. Foi o momento em que o pai
colocou os pingos "nos is" batendo com o martelo...
‒
Querem saber? Vocês irão onde nós, os pais, decidirmos, e já está decido.
Iremos até a fazenda do nosso amigo Bernardo. Lá há muito o que fazer: andar a
cavalo, tirar leite bem cedo para o café. Arrancar laranjas, tangerinas,
cavalgar ou andar de charrete ‒ também é curtir as férias!
Todos
adoraram a ideia... Como diz a lenda:
‒ O Galo cantou... Raiou o dia tão esperado.
Segunda-feira,
7 de setembro de 2015.
Falaram
em Saudade? Será que é da Boneca de Lata?
Falaram
em saudade! Será que é da boneca de lata?... Agora está difícil de cantar e
sacudir ao mesmo tempo... (kkkk...). Ela é muito linda e deu muito trabalho
transformar latas em boneca!... Mas foi também muito forte a fama dela. Mas eu
tenho muito carinho por outras histórias, como, por exemplo, “Picote”. É lindíssima. Fala de cuidados com o fogo...
Ensina origami para crianças.
Tem
também a do “Pássaro Lindo” que fala sobre a criança sem teto. O pássaro dorme
no sapato.
Pessoa
linda é o autor Mario Valle. E o que dizer de Rubem Alves em “O Sonho de Lili”,
a elefantinha que engoliu o Sapo Gregório? E o que dizer de tantas outras
histórias do livro “Uma história a cada dia”? ...Como “Alguém está vendo
Você"... E o que dizer sobre a "A humildade da Flor": o
Miosótis.
Foram
muitas as emoções como contadora de histórias como, por exemplo, quando fui com
as amigas da ACONTHIF na escadaria para contar o “Tumbador”. As pessoas que
passavam paravam para ouvir contar esta história.
Tenho
tantas boas lembranças deste tempo que, talvez, não voltarão mais... (Sniff!).
Só saudade!
Isso
tudo para terminar com o Poema de Olavo Bilac “A Vovó”: que é muita ternura.
Oh,
amiga me lembrei de uma música lá do tempo de jovem, que diz assim:
"Sonhei/que
Sinhá, tinha morrido/tive frio de arrepiar/tive frio de arrepiar/Desfiz/ o
sonho medonho e triste/indo procurar meu amor/lá na choupana do meu sertão/
amor/amor/ Mandinga do meu sertão/lálálálálálá/amor,/amor.
Foi
demais esta apresentação do coral do Colégio Estadual Bento Ribeiro, da turma
de 1954, no Teatro Municipal da cidade do Rio de Janeiro... (Show, amada
amiga.).
É
por tudo isso que sou feliz. Cantei muito. Vivi muito sem ter vergonha de ser
muito pobre. Porém tive muito amor e hoje sou como sou... Ainda feliz!
Quarta-feira,
23 de setembro de 2015.
Lembranças.
Sentei
de frente ao computador para atender um convite: eu falar de mim mesma... Achei
a tarefa muito difícil para fazer... E lembrei!
Lá
pelo século passado, eu morava no Rio de Janeiro. Na zona norte.
Morava
em uma avenida que tinham quatro casas. Eu morava com a família que gostava de
mim. Fui para aquela casa bem pequena com menos de três anos. Não tinha criança
naquela casa. Nas outras casas sim. Eram
maiores, eu olhava da janela outras crianças que corriam fazendo barulho. Só me
lembro de problemas. Por exemplo, eu morava há pouco tempo, quando o marido da
mãe adotiva morreu. Eu não entendia... Só lembro que fui parar na casa da vizinha
fiquei por lá, e, depois por muito tempo, já à tardinha, eu voltei e aquela
casa ficou muito triste... Não acendiam a luz. Era tudo escuro. As pessoas mãe
e duas filhas moças todos os dias estavam vestidas de preto...
Não
sei, tenho horror até hoje, da cor preta... De roupa preta!
O
tempo passou e demoraram a tirar aquela: cor do armário. Fui crescendo, e sem
poder brincar, meu irmão de verdade, ou seja, dizem é que tem o mesmo sangue
chegava para me visitar, falava muito, mas eu não lembro... Eram coisas difíceis
de entender, vá lá eu escutava e ele ia embora e, isso levou muito tempo.
Chegou o tempo de ir à escola.
Levaram-me. A diretora pediu minha certidão de nascimento... Não
entendi... Gente! Eu ouvi um movimento, procura aqui e ali... E não acharam.
Agora eu lembrei... Meu irmão foi me ver e falaram com ele sobre a certidão...
No outro dia, ele não apareceu. Custou a voltar para me ver, mas voltou e
trouxe minha certidão.
Fomos
entregar a certidão para eu começar na aula... Que já estava quase acabando
naquele ano.
Sabem
o que aconteceu? Na certidão de nascimento eu era sabe o quê? MENINO! Sim.
Menino. Eu provo hoje, que não estou inventando. Não vou dizer o que aconteceu, por que não
vi, fizeram uma segunda via e até hoje consta no pé da certidão. Houve um
zumzum... E eu fui para a Escola já na terceira série primária.
Brincar?
Foi difícil. A vida da mãe adotiva ficou
muito difícil e o que eu tive das três pessoas foi muito amor. Fiz primeira
Eucaristia. E todos os dias eu ia fazer compras no açougue e quitanda. Voltava
torta de tanto peso, mas, escondida, eu brincava no caminho com as crianças do
lugar... Até que um dia, a mãe foi atrás de mim e xulept! Veio me batendo pelo
caminho... Envergonhada, nunca mais repeti aquela arte. Com isso cresci e, comecei a enxergar um
lindo menino que me olhava muito. Seu nome Lindolfo. Uma das filhas que seriam
minhas irmãs se casou. Teve dois filhos que eu ajudava a cuidar.
E
ASSIM FOI O MEU TEMPO DE INFÂNCIA... Que nunca pude ser CRIANÇA!... Mas hoje
vivo no meio de todas elas (netos, crianças de uma creche onde conto
histórias...). Chamo-me Pequena Feliz!
Segunda-feira,
28 de setembro de 2015.
Sinto
cheiro de saudade!
A
vida é uma viagem... Interior do Rio de Janeiro... Sinto cheiro de saudade!
Naquela
cidade simples, todos eram felizes. Tempos de fantasias, de beleza, de paz e
harmonia.
Mais
tarde, mudanças... Cidade grande... Como era linda aquela cidade!
‒
O mar, o céu e as pessoas!
Engraçado!
A vida também parecia grande e intensa. Sabem por quê? Todos trabalhavam, eram
felizes e nada faltava.
De
repente, o movimento do tempo enlouqueceu os mais jovens, consequentemente.
Tudo se tornou diferente... Aquela leveza da vida virou uma panela de pressão.
Desentendimento com as pessoas de mais idade. Estas não sentem mais alegria.
Não existe calma, sequer paciência com os idosos...
Outras
pessoas mudaram suas atitudes... Correm o mais que podem e, correndo todos se
tornaram parecidos... A individualidade modificou o Ser Humano... Não conversam
mais entre eles, tornaram-se impacientes e parece não ter mais tempo a
perder... Acham que a vida é trabalhar - correr e fazer todas as coisas a um só
tempo... Com isso tudo, o cérebro deu um giro de trezentos e sessenta graus...
Com
a chegada do computador e do celular as pessoas viraram máquinas: não falam,
não sorriem, não são felizes como antes... Entram em seus carros todo trancado,
com medo de assaltos... A vida tornou-se fria... Sem ideal!
E
as crianças de hoje seguem o mesmo caminho.
Sentindo
toda essa diferença, eu abraço a minha "Mô". E seguindo meu caminho
vou pedindo: "Nossa Senhora/ me dê a mão/cuida do meu coração/da minha
vida/do meu caminho/do meu destino/ Cuida de mim!
Quarta-feira,
25 de junho de 2014.
É...
Inverno!
Para
os estilistas, esta é a mais maravilhosa de todas as estações. As pessoas se
vestem com muita elegância e charme. Para os pássaros, estes sofrem, pois suas
casinhas no alto das árvores não são aquecidas e quando a neve chega, eles
também ficam com suas penas brancas como algodão... É muito difícil para as
plantas... Estas sentem felicidade é a melhor época para germinar. Meu jardim
fica muito feliz, quando chega o inverno, porque as roseiras só devem ser
plantadas nos meses que não trazem a consoante ‘R’. Dizem que assim as flores
são mais lindas. Para nós, seres humanos, esta estação nos faz parar... Olhar o
interior. É tempo de reflexão e relaxamento... É saborear aquele chazinho de
maçã com canela que combina com o barulhinho das goteiras na janela... É o
encontro da música com a saudade dizendo assim: A chuva caiu, caiu lá na serra!
Lavou o meu rosto, molhou toda a terra, a chuva caiu dentro de mim também,
lavou meus pecados, me fez querer bem!O inverno vem e vai. As mágoas também vêm...
Corroendo o coração. Mas vão... Só meditando encontramos solução. O frio, a
chuva, e o vento levam as dúvidas, e as tristezas calcificadas pela natureza.É
no aconchego do lar que agradecemos a natureza pela oportunidade que temos de
rever nossas atitudes e modificar nosso comportamento.
Segunda-feira,
13 de janeiro de 2014.
Tempos
de Vida.
Tempos
de vida. Tempos de férias, de pensar e descansar... Será? Acho que o tempo não
espera por ninguém; nós, sim, é que esperamos por ele... Todo o tempo.
Ontem,
já aconteceu a história... Amanhã será uma nova. E que ainda é um mistério...
Hoje... Ah! Hoje sim, é real; é dia de agradecer tudo que vier de bom ou ruim.
Netos! São dádivas de Deus, como a saúde, a fé, a alegria, vibrar com as
emoções, rir o mais que puder... Esse é o nosso presente - palavra que dá
alegria... Quem não gosta de presente? É também chorar com os acontecimentos do
cotidiano.
Sempre
amei a natureza, em especial, os pássaros. Quem criou toda a natureza com tanta
grandeza, também colocou tempo para tudo e todos, pois é, foi aí que fiquei
triste. Já houve um tempo em que fiquei com uma criação de pássaros, vimos todo
o processo, minha criança assistiu tudo: do namoro ao ninho, do ninho aos
ovinhos e, dos ovinhos eles saindo da casca; ela viu como alimentavam os
pequeninos pássaros... Eram lindos e bem amarelinhos claros e outros mais
escuros. Outras amiguinhas entravam e saíam de minha casa para vê-los... Que
bons tempos!
Passou
muito tempo e, ganhei, em julho de 1995, um canário amarelo e outro vermelho;
seus nomes: Amadeus e Pavarote. Já sabemos como cantavam... Eram lindos.
Enfeitavam a nossa varanda... E como cantavam!
Todos
nos apaixonamos. Leonardo quando pequeno, dizia:
–
Ama, vamos soltá-lo? Tenho pena dele na gaiola, Ama!
E
continuou lá, falei e expliquei que esses pássaros só vivem em cativeiros,
soltos, eles morrem... Léo aceitou. E como cantavam. Nasceu o mano Pedro,
acostumamos mostrando e eles cantando muito. O tempo passou: tudo igual. Um
dia, o Amadeus, o amarelo, ficou doente. Cuidei: comidinha e água no bico. Só
que ele não subia mais no poleiro e mesmo assim cantava. Continuaram. Separei
Amadeus do Pavarote.
Num
domingo, em dezembro, quando fui limpar as gaiolas, o amarelo estava duro e
parado! Ficamos muito tristes e meu marido enterrou. Quatro dias depois, foi o
outro... Talvez de saudade.
E,
foi assim que passei aquele tempo de vida ouvindo meus cantores Amadeus e
Pavarote... E sentimos tanta falta!
“Por
isso eu digo obrigada, Senhor
mesmo
que eu chore, obrigada Senhor,
Agradeço,
obrigada Senhor.
Por
mais que eu sofra, obrigada Senhor.”.
Segunda-feira,
13 de janeiro de 2014.
Ano
Novo...
–
Como estará o mundo lá fora?
–
Em grande desentendimento? Ou em uma grande festa, com novos momentos?
–
Quem saberá responder o que pergunto?
Sei
que o mundo todo está de aniversário... Nas ruas, nas praias, em todos os
lugares e, todos de branco ao vento.
Começou
uma contagem regressiva: 5, 4, 3, 2,1...
Foguetórios,
champanhes, abraços... Até crianças brindaram a chegada do ano que começou...
“Hoje
a festa é sua, é nossa, é de quem quiser, quem vier!”
Pessoas
de outros lugares chegaram e se abraçaram.
Lá
de longe, bem longe, a queima de fogos começava...
A
alegria contagiou todos que ali estavam...
E,
bem baixinho uma súplica:
–
Para sermos felizes de verdade, precisamos de boas atitudes e de muita saúde!
Florianópolis,
30 de maio de 2016.
Amado
Fusca, AF-2818, Ano: 1978. Cor: verde água.
Na
mocidade todos temos saudade dos "tempos que passaram". Na Gaveta das
Lembranças guardamos o tempo em que passamos juntos das crianças até se
tornarem jovens e maduros.
Junto
com adolescentes meio "aborrecentes" costumamos viver muitas
alegrias, brincadeiras e até segredinhos, também não quer dizer que não
existiram momentos tristes que é difícil não ter.
Houve
um tempo que era só praia, se o sol estava visível tudo legal... Mas quando não
havia o "Sol" a cantoria corria solta: "Viva o sol/ o sol da
minha terra/ vem surgindo/ atrás da linda serra"... Legal! Logo vinha o
esperado sol.
Mas,
às vezes surgiam problemas... Medo ‒ Susto ‒ Pneu furado (?)... Chama o guarda!
Eh! "Seu" Guarda ajudou!
As
festas noturnas. Idas e vindas com horário programado. Um dia, grande susto,
era dia de 'festa das bruxas' o local assustador, tudo escuro. Tudo fechado. O
pensamento das duas mães juntas era de voltar para casa...
Um
suspense daqueles. Com o coração na mão; ficaram. No momento em que fomos
buscá-las a novidade:
‒
A Casa da Festa, estava toda iluminada.
Nas
férias escolares e dos que trabalham para o "pão nosso de cada dia"
também precisa passear e fomos nós no AF-2818, até o Rio de Janeiro sendo que:
o motorista era o paizão!
Pessoal,
na Serra quase parava... Cansado! E, como faltava chão até chegar. Valente como
era nosso "AF-2818" nunca nos deixou na estrada. Com Chuva ou com
Sol!
Chegamos
ao RJ, lotava com mais quatro pessoas... Que naquele tempo, não havia cinto de
segurança muito menos guarda para vistoriar. Lá íamos para o "TIVOLI
PARQUE” era a alegria das crianças. No final do dia voltavam cheios de
assuntos.
Voltávamos
e acontecia tudo igual, mas sempre chegamos muito bem. Nós tivemos problemas,
mas o "AF" nunca!
Esta
pequena estória serve para dizer que meu "Amado FUSCA” sempre protegeu
nossa união e relação com nossas crianças... Foi uma grande parceria:
‒
FAMÍLIA E SEGURANÇA! FAÇAM COMO EU FIZ, SEUS FILHOS IRÃO AMAR!